sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Munições VBR "Armor Piercing" 45 ACP e 9mmP



Eu estou extremamente impressionado com essas munições fabricadas pela VBR - Van Bruaene Rik, uma fabricante belga de armas e munições, que apresenta uma também bastante impressionante arma em 9mmP, a pistola automática chamada VBR PWD Sidearm.

Comecemos pelas munições.

Como comentou o mestre Paulo Gonçalves recentemente na nossa comunidade no orkut, as munições têm evoluído muito mais do que as armas em si nas últimas décadas. As armas mais avançadas utilizam sistemas que remontam às mais antigas e confiáveis, aliando-os por vezes a novos materiais e outras tecnologias de ponta, sobretudo no que concerne a acessórios.

Já a indústria de munições tem de fato trazido inovações assombrosas. Quanto às munições do tipo AP - "Armor Piercing" - é bem verdade que já são utilizadas em canhões de longa data, embrionariamente desde o século XIX, sendo empregado mais contemporaneamente como propelente nessas munições poderosos explosivos tais como TNT e T4. Sobre isto, haja vista o artigo seguinte postado na wipedia em inglês:

- http://en.wikipedia.org/wiki/Armor_piercing_round .

Munições do tipo AP para armas leves, no entanto, vêm acompanhando a evolução concomitante das proteções balísticas no sentido de evitar a invulnerabilidade bastante indesejável de infantes inimigos, terroristas e delinqüentes.

O incidente conhecido como "FBI Miami shootout" ajudou a alavancar essa corrida por novas munições antiproteções balísticas. Leia-se sobre o incidente novamente na wikipédia em inglês:

- http://en.wikipedia.org/wiki/1986_FBI_Miami_shootout .


A munição VBR .45 ACP AP é capaz de transfixar dois coletes sobrepostos de kevlar nível dois penetrando ainda por cerca de seis polegadas adentro de um bloco de gelatina balística, como se vê demonstrado no vídeo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=q3K1VgJpiNE


Os calibres 5.7x28mm e 4.6x30mm, também fabricados pela VBR, se chegam ao mesmo nível de poder de penetração, de forma alguma têm "stopping power" comparável ao desta munição.

Os núcleos de aço dos projéteis das munições AP são chamados "penetrators" e podem ser fabricados em diversas dimensões. O "penetrator" da VBR .45ACP AP mede 7mm de diâmetro. É recoberto com uma capa plástica leve e de mais baixa resistência ao impacto na cor branca. Essa capa pode vir jaquetada, o que irá conferir uma performance diversa ao projétil, abrindo na gelatina uma cavidade permanente linear e de largura constante.

Sem a jaqueta, com a ponta plástica branca exposta, a munição chega a abrir uma cavidade permanente de oito centímetros de diâmetro dentro da gelatina no ponto de maior efeito, como se viu no vídeo acima.

Esses resultados, frise-se, são obtidos através de disparos de uma 1911 convencional, com todas as vantagens concernentes ao uso dessa incomensuravelmente confiável pistola.



No começo deste segundo vídeo, sobre a VBR-Belgium 9mmP AP, é explicado como funciona a nova tecnologia belga de munições "armor piercing". O "penetrator" tem um diâmetro relativamente pequeno, mas é alongado o bastante para revirar-se dentro do alvo de modo a causar cavidades permanentes assombrosas, uma vez que não sofre deformação.

http://www.youtube.com/watch?v=ZyKMz3tYx-M


Os primeiros testes são feitos com uma pistola Browning High Power a demonstrar que a tecnologia de ponta se alia ao clássico para amalgamar confiabilidade e resultados que superam os novos problemas tecnológicos da contemporaneidade.

Obviamente, uma submetralhadora MP-5 carregada com tal munição, uma MP-9 ou mesmo uma MT-12 vão apresentar vantagens contundentes sobre a ultramoderna MP7A1: aqui se tem "stopping power" em níveis novos a serem ainda mais fundamente postos à prova somado ao mesmo tipo de poder de penetração que a munição em 4.6mm tem mostrado ao mundo.
No segundo teste, é utilizada uma Glock 17. Vê-se, então, em detalhes o estrago que a separação entre a capa ("sabot") e o "penetrator" de 6mm desta munição podem fazer dentro de um alvo mole. Como é dito no filme, o efeito é devastador.

Finalmente, é demonstrado que a munição pode transfixar um colete de kevlar nível dois com uma armadura de 4mm de titânico sobreposta. Chamam a atenção as faíscas produzidas no impacto contra o titânio, bem como as queimaduras deixadas no metal. Após transfixar as proteções balísticas, o "penetrator" ainda mergulha fundo na gelatina.

Neste terceiro vídeo feito pela fabricante, é apresentada a VBR PDW Sidearm, uma pistola automática com frame em polímero que impressiona quase tanto quanto a munição. Ultracompacta, ambidestra, com coronha retrátil, estruturas de manobra verticais peculiares, trilho picatiny para acoplar acessórios e rosca para supressor, a pistola convence, embora nada seja dito sobre o grau de rusticidade e o sistema de ação da arma, que usa os carregadores da Glock.

http://www.youtube.com/watch?v=pQ4T5W4SkS4


No vídeo é mencionado o novo calibre 7.92x24mm AP também fabricado pela VBR, sendo certo que a empresa manufatura, ainda, munições com a tecnologia AP em .44 Magnum.


Eis o site da fabricante:

- http://www.fsdip.com/website/ .

Um comentário:

mario disse...

Reralmente impressionante essas munições da VBR belga. A Polícia, sobretudo, deve considerar com urgência a adequação de coletes de proteção aos homens que estãio na rua em confrionto direto com a marginalidade. Caso contrário vão sobrar poucos policiais diante da performance dessa munição que "demole"" blindagens.