sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Uma Atualização do FAL Pela Via da Munição



Este artigo ou será o coroamento de uma linha de raciocínio iniciada há alguns meses no tópico sobre a CT-30 ou implicará no sepultamento deste mesmo esforço mental e de pesquisa.

Entretanto, eu me vejo por tal modo seguro em relação a esta proposta, como aficionado leigo e simples patriota, que não seria fácil para ninguém me demover das convicções que irei expor, e sugiro mesmo que nem se tente. Por outro lado, vou aceitar críticas e opiniões diversas como formas de aperfeiçoar e espancar incongruências da minha modesta sustentação.

O tema munições subsônicas é dos mais fascinantes dentro do espectro armas e munições.

Calibres cujos projéteis não rompem a dita barreira do som, ou a resistência elástica do ar na mesma medida dos supersônicas, mas, não obstante, têm alto poder de penetração e alto poder de parada a distâncias curtas e médias em função de seu peso e características aerodinâmicas, como o .45 ACP, o 9x39mm (este de longo alcance) e etc, são, de fato, “a menina dos nossos olhos”.

No artigo em inglês “Search For The Ultimate Subsonic Bullet” (“Procura da Bala Subsônica Ideal”), já citado por nós no tópico sobre a CT-30, amadores aficionados por caça esportiva e recarga de munições concluem que a munição .30 M1 pode transfixar coletes balísticos de kevlar nível 2 a distâncias não muito longas, embora usando balas não adequados a esta tarefa. Tal perspectiva aponta para uma munição com projéteis igualmente capazes de transferir toda a energia cinética que carregam para alvos moles (humanos) com a vantagem adicional de perderem velocidade no atrito com o ar rapidamente.

Esta última características preveniria, no emprego policial da munição em foco, o risco de que “balas perdidas” do alvo atingissem civis a longa distância, um ponto-chave na questão dos armamentos e munições para uso institucional dentro dos perímetros urbanos.

Na construção daquele artigo sobre a CT-30 eu lancei mão de uma artimanha de retórica a fim de ensejar esse debate: fingi não ter entendido que o site das Forjas Taurus contém simplesmente um erro relativo à balística da munição .30 M1. É notório que esta munição, com a sua carga plena, possui uma MV (“muzzle velocity”) de cerca de 600 m/s (970 ft/s), exatamente o dobro daquela que o site da Taurus especificou.

Entretanto, experiências de ponta com calibres subsônicos para fuzis de assalto levaram os russos a desenvolver a munição 9x39mm AP para o fuzil VSS-Vintorez. Este calibre comporta, de fato, três variações de munição a SP-5, a SP-6, e a PAB-9. A SP-6 é que mais nos interessa neste momento por ser do tipo AP (“armor piercing”) e capaz de perfurar uma proteção corporal de 6 mm de aço mais 2.8mm de titânio e 30 (trinta) camadas de kevlar a 200 metros. No uso anti-material, a SP-6, conquanto subsônica, dá conta de transfixar 2 mm de aço a 500 metros. O projétil desta munição pesa 16 gramas, quase o mesmo peso da bala no calibre .45 ACP, que tem 15 gramas de massa (
Speer Lawman FMJ).

As novas submetralhadoras russas PP-2000 e Vityaz PP-19-01, esta podendo ser classificada também como um rifle compacto de assalto consoante os parâmetros estabelecidos por alguns autores importantes, calçam o calibre 9x19mm e são usadas, sobretudo, com munições especiais como a 9x19mm 7N31 +P+, do tipo AP (“Armor Piercing”) e a 9x19mm 7N21 +P+, com jaqueta de aço. Fotografada com um abafador acoplado ao cano, a Vityaz PP-19-01 (alusão a foto que, hoje, em 17 de junho de 2009, sabemos ser da versão chamada Vityaz-SN, vista no site da fabricante Izhmash) faz pensar no VSS-Vintorez e na munição subsônica 19x39mm AP. Diante dessa simples imagem e avaliando a linha de pensamento da escola russa, não é extravagante se conjecturar que possa haver ainda munição subsônica em 9x19mm preparada para uso facultativo nesta arma, de modo a produzir a supressão total (ou quase) do estampido e de desempenho inicial semelhante ao da munição no calibre .380 ACP, ou 9mm curto, mas com pontas especiais.

Comenta-se que essa submetralhadora Vityaz PP-19-01 tenha sub-rogado recentemente o fuzil de assalto Kalashnikov AKS-74U em 5.45x39mm, com cano de oito polegadas, pelo menos, entre as polícias russas. Isto significa um retorno naquele país aos calibres com maior “stopping-power” em detrimento de calibres de fuzil “anêmicos”, que demandam canos e passos longos para o simples efeito de ter rajadas mais controláveis a curtas distâncias. Entrementes, esses canos longos, que têm ainda que ser compensados, em termos de peso, com culatras ou coronhas maiores que o necessário de modo a garantir o balanceamento das armas, tornam esses referidos fuzis de assalto grandes demais para os padrões atuais determinados pelos especialistas em CQB de todo o mundo.

Haja vista o artigo de jornal trazido para nós por e-mail pelo especialista em projetos de armamentos Paulo Gonçalves, que integrou a honorável equipe da BÉRGOM, comentando que o M-16, depois da Guerra do Iraque, já se tinha tornado “too bulky” para atender às demandas atuais do combate em ambientes urbanos (clique sobre a imagem para vê-la ampliada e poder ler o texto da reportagem):




Isso provocou a redução nos canos e dimensões gerais dos fuzis de assalto em 5.56x45mm, tendo surgido a M4A1 e a M4A1 Commando, entre os norte-americanos, o G-36C, entre os alemãs e etc. Todavia, a M4A1 Commando leva canos de 10.5 polegadas com passos de nove polegadas, que não permitem o aproveitamento completo da força de propulsão dos gases em expansão, e, por conta disto, a munição em 5.56x45mm não rendeu nada bem na Guerra do Afeganistão a distâncias superiores a exíguos 35 metros quando disparada desta arma.

Do fracasso geral e já bastante discutido do 5.56mm no Oriente Médio, surgiram os esforços para substituí-lo, ao menos entre as unidades de Forças Especiais, por um calibre com maior poder de parada que pudesse ser disparado de canos curtos de rifles de assalto compactos. O 6.8x43mm SPC Remington foi a resposta ideal encontrada: um calibre que libera uma quantidade de energia 44% maior que o 5.56x45mm e leva um projétil de 7.5 gramas de massa, que garante menos fragmentação contra alvos duros, e muito maior “stopping power”. Por outro lado, a adoção desta munição em lugar do 5.56mm demandaria uma substituição muito drástica em equipamentos para todos os países membros da OTAN, de modo que, em princípio, poucas unidades receberão armas em 6.8x43mmSPC Remington. Os EEUU estão assim atrelados a um dos piores calibres militares de munição já pensados, se não o pior, cuja adoção massiva constituiu sem dúvida umas das maiores gafes militares da História.

Por outro lado, a OTAN dispõe ainda de um segundo calibre de dotação muito generalizada e que é também o calibre básico das FFAA brasileiras: o 7.62x51mm.

Começa deste ponto a nossa proposta. Que sejam pesquisadas e produzidas pela indústria brasileira novas munições especiais no calibre 7.62x51mm de modo a atualizar o FAL, sem a necessidade absoluta de trocar-se uma única peça do nosso incomensuravelmente rústico e confiável MBR (“Main Battle Rifle”/ Fuzil Principal de Combate). A classificação do FAL como MBR, e não como fuzil de assalto, emana de alguns autores importantes e pode ser indiferentemente adotada ou não em relação a esta argumentação, fulcrando-se, ademais, em um único fator: a potência plena do calibre 7.62x51mm "standard".

De toda forma, dentro da sua categoria o FAL nunca foi sobrepujado por qualquer arma anterior ou posteriormente fabricada. Há quem defenda que os MBR não são mais necessários nos teatros de operações contemporâneos, mas não foi isso que se constatou no Afeganistão, quando as tropas norte-americanas se viram forçadas a deixar de lado o M-16 e a M4 e lançar mão do seu velho MBR padrão em 7.62x51mm, — o M-14, em serviço desde 1957 até os dias de hoje, com os seus 5.2 kg (11.5 lb) de peso sem carregador.

O que levou à adoção de calibres intermediários em CQB foi, com efeito, a necessidade de rajadas mais controláveis para entreveros a curtas distâncias.

Esse grau de controle nas rajadas do PARAFAL pode certamente ser obtido pela simples redução na carga de propelente dos cartuchos de 7.62x51mm e/ou eventuais alterações na qualidade desses mesmos propelentes. Ter-se-ia, então, uma munição de rendimento semelhante ou superior ao observado no 6.8x43mmSPC Remington – até aqui, talvez o melhor calibre para fuzis de assalto já concebido.

Ora, como eu posso garantir que pode ser fabricada uma munição em 7.62x51mm de aproveitamento bem semelhante ao do 6.8mm SPC Remington? Eu posso garanti-lo porque o estojo do 7.62x51mm cabe propelente na mesma quantidade usada naquele calibre, e, outrossim, um projétil de mesmo peso (7.5 gramas) ou de peso assemelhado, em torno de oito gramas, análogo ao do 7.62x39mm. Algumas das armas que vi disparando em 6.8x43mm pesavam pouco mais de um quilo e meio, o que obviamente acarreta uma maior dificuldade de controle de rajadas para o atirador que numa arma de 4.2 kg. Compensadas por este peso excelente e de aplicação universal do PARAFAL, poder-se-ia ter, com efeito, rajadas que liberassem aproximadamente aquela mesma quantidade de energia (2,385 joules), sendo ainda mais controláveis e isto sem a necessidade de se substituir os equipamentos ou sequer os cartuchos padrão do EB e da OTAN.
Esta solução alexandriana para cortar o “Nó Górdio” da questão envolvendo renovação/ atualização de fuzis de assalto no EB que salta às vistas, embora ninguém pareça vê-la, pode ser sintetizada no presente artigo através da fórmula – 7.62x51mm -P Spl, que, usando notações bem conhecidas da indústria nacional de munições, pretende falar por si mesma.

Com essa munição 7.62x51mm -P Spl, uma vez que as pesquisas tivessem chegado a um coeficiente ideal de resultado, poder-se-ia encher carregadores que iriam tornar o PARAFAL de MBR em fuzil de assalto altamente controlável em questão de segundos. Com pontas de cores diferentes, encham-se outros carregadores igualmente diferenciados através de cores com a munição em 7.62x51mm “standard” e, intercambiando-os, ter-se-á novamente o melhor MBR da História, um fuzil de potência plena, inteiramente fabricado no País, com todas as peças de reposição nacionais, pronto para o engajamento de oponentes a distâncias longas, pronto para dar rajadas menos controláveis e assim fazer saturação de área a 600 metros ou mais.

Uma vez que comecem os entreveros a ocorrer a distâncias mais exíguas, de 200, de 100 ou de 50 metros, troquem-se, ainda uma vez, os carregadores no campo de batalha para utilizar a nossa munição idealizada, 7.62x51mm -P Spl, e novamente se terá no PARAFAL o melhor e mais completo fuzil de assalto que a indústria bélica já viu.

Esta munição se, ao ter a sua carga ideal equacionada, não for de início subsônica, - e, nos termos esboçados acima, ainda não seria - podem as mesmas pesquisas ensejar o desenvolvimento de um 7.62x51mm Subsônico, para, no uso com abafadores, propiciar a supressão total (ou quase) do estampido da arma.

Está proposto o núcleo básico do nosso ideal, embora, até aqui, ainda não tenhamos falado em pontas especiais, mas apenas na modificação da carga de propelente isoladamente, quer em termos de quantidade, quer em termos de qualidade.

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Eu encerrei os dos últimos tópicos do nosso blog || ARMAS DE FOGO E MUNIÇÕES ||, ambos sobre as submetralhadoras de última e penúltima gerações que têm substituídos fuzis de assalto pelo mundo, indagando sobre se não seria muito mais producente que o EB investisse na pesquisa de munições especiais para romper proteções balísticas do que na troca ou modificação da nossa arma básica por outra qualquer no natimorto e cada vez mais inóquo calibre 5.56x45mm.

Pois bem, as munições que vislumbro como ideais para a revitalização do FAL e do PARAFAL seriam um 7.62x51mm AP (“Armor Piercing”) em pelo menos duas configurações de carga distintas: uma, de potência intermediária, que permitisse rajadas bem controláveis a curtas distâncias, e outra, de potência plena, para dar conta de romper proteções balísticas também a longas distâncias. Uma terceira configuração de carga possível para uso anti-material seria talvez bem designada como 7.62x51mm AP +P+.

Ressalte-se que os norte-americanos já pesquisam e fabricam em alguma quantidade desde o começo dos anos noventa a munição M993, em 7.62x51mm. Esta munição do tipo AP com núcleos em tungstênio é capaz de perfurar chapas de metal de 15mm a 300 metros.

Retornando ao penúltimo parágrafo, como elucubrar é inteiramente gratuito, volto a dizer que nós poderíamos pensar em desenvolver munições AP em três configurações de carga a que designarei aqui, para o simples efeito de construção lógica deste artigo:

- 7.62x51mm AP - P — com recuo de rajadas controlável (potência intermediária) para combate a distâncias curtas e médias, alto poder de penetração e alto poder de parada conjugados, visando ao emprego precípuo no PARAFAL;

- 7.62x51mm AP plena — com potência plena, longo alcance, alto poder de penetração e de parada para uso precípuo no FAL e no FAP; e

- 7.62x51mm AP +P+ — com carga especial potencializada pela qualidade e/ou quantidade de propelente para emprego antimaterial e antipessoal, aproveitando as características aerodinâmicas dos projéteis especiais com sabots, que propiciam de per si trajetórias mais tensas e maior precisão.

Estas três primeiras demandas de pesquisa e desenvolvimento respeitariam a versões do 7.62x51mm para uso privativo das FFAA.

Para uso em treinamento militar e das forças policiais dever-se-ia demandar a duas primeiras munições citadas acima:

- a 7.62x51mm - P Spl — FMJ, com recuo de rajadas controlável (potência intermediária);
- e 7.62x51mm “standard” de potência plena, já em uso.

Se a primeira daquelas três versões, para uso restrito das FFAA, já não calhasse de ser concomitantemente subsônica e de baixo recuo (potência intermediária), ter-se-ia ainda a possibilidade de encomendar aos técnicos da indústria nacional de munições uma quarta variação militar: a munição 7.62x51mm AP Subsônica.

Note-se que o amplo estojo do 7.62x51mm, bem mais longo, por exemplo, que o do 9x39mm, oferece muito espaço para se investir no peso de um projétil especial, com um núcleo em aço, alongado, de extremidade cônica, jaquetado ou não. A base do estojo do nosso cartucho padrão de fuzil, com 11.94 mm de diâmetro, também permite pesquisas sobre propelentes na quantidade e qualidade necessárias para que se obtenha sucesso pleno dentro dessas expectativas. A cópia e subseqüente aperfeiçoamento do que já existe de melhor é um método pragmaticamente seguro de se obter êxito em espaços curtos de tempo.

Foto em que se vê, da esquerda para a direita, as munições SP-5, SP-6 e M43 (7.62x39mm "standard" usada no AK-47). Tudo o que cabe nesses estojos, cabe também com folga no estojo do 7.62x51mm.




O “shape” dos das munições AP, ou "penetrators", de extremidades cônicas em aço ou noutros materiais de alta dureza, garante, maior estabilidade aos projéteis e trajetórias mais tensas, como já se mencionou acima. Assim, se tivéssemos que ter uma munição em 7.62x51mm AP adequada ao uso com supressores, esta poderia e deveria ser pensada a partir do êxito da SP-6 do VSS-Vintorez.

Vale lembrar, por esta altura, que as novas munições AP da empresa belga VBR, sobre que também fizemos um tópico recente, levam núcleos em aço (“penetrators”) mais alongados que os de outras munições do mesmo tipo. Isto permite que o projétil se revire dentro de alvos moles, produzindo cavidades permanentes realmente assombrosas: um outro padrão a ser analisado e adaptado.

Mesmo os projéteis de chumbo de 9.5 gramas de uma munição .308 com menos propelente e baixo recuo que se podem improvisar numa oficina doméstica de recarga, tendo permissão para tanto, produzirão cavidades temporárias significativamente mais amplas do que as observadas na balística terminal do calibre .223 e de outros calibres de potência intermediária e pouca massa quando atingindo alvos moles. O poder de penetração depende menos do diâmetro que da forma e dureza do projétil. Já as cavidades temporárias ocorrem em função da massa, da velocidade e, outrossim, do diâmetro do projétil.

Assim, o cômputo final das vantagens logísticas, financeiras e políticas de se investir na pesquisa de novas munições em 7.62x51mm é gigantesco.

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ATUALIZAÇÃO DO FAL E DO PARAFAL À LUZ DE NOVAS MUNIÇÕES ESPECIAS DE FABRICAÇÃO NACIONAL.


Como ficam, então, as propostas de atualização do FAL e do PARAFAL - as armas em si - à luz dessas perspectivas apontadas acima de uma pequena revolução nas pesquisas de munições sem muita “mirabolância” ou gastos excessivos e dentro de parâmetros que encontram inúmeros ecos em experiências semelhantes realizadas no exterior?

A atualização que se faz realmente premente diz respeito principalmente à colocação de trilhos picatinny para acoplar acessórios no modelos padrão do FAL e do PARAFAL, e isto pode ser feito mesmo em relação às peças do arsenal já em uso.

O peso dessas armas pode ser entendido como ideal para uma tríplice função associada às variações discutidas para a munição 7.62x51mm:

- ter-se-ia um PARAFAL fuzil de assalto, municiado com um 7.62x51mm -P Spl, -P AP ou, ainda, -P AP subsônico;
- um FAL e um PARAFAL MBR (“Main Battle Rifles”) municiados com o 7.62x51mm “standard” ou AP; e
- um FAL e um FAP snipers antipessoais e antimateriais municiados com um 7.62x51mm AP +P+.

Entrementes, para a função de fuzil de assalto, pode-se pensar em ter, ainda, um PARAFAL em 7.62x51mm -P, -P AP ou -P AP Subsônico, com canos mais curtos que o do M964 e com base (ou “lower receiver”) em material mais leve. Aqui já estamos falando na fabricação de novas peças para o arsenal com atualizações no projeto conformes com as demandas atuais de CQB, que, de toda forma, não importam em modificações no mecanismo da arma. Tomem-se como referências para esta empresa as experiências feitas para a construção do MD97L e, à quisa de ilustração, também as adaptações feitas pela DAS Inc. nos modelos táticos Mini SA58 FAL OSW e SA58 FAL.


Na foto abaixo, o M964 confrontado com a atualização montada pela DAS Inc. e chamada pela empresa norte-americana de SA58 FAL.








O Mini SA58 FAL OSW Rifle leva o lower receiver em alumínio, além do cano de 11"/13"
(clique sobre a imagem para ampliá-la).




Com a atualização das munições no calibre 7.62x51mm, nós teríamos, sem sombra de dúvidas, a melhor, mais versátil e mais confiável arma básica do mundo, tanto para CQB, quanto para combates a longas e médias distâncias, no que pode vir a ser o melhor calibre já visto para ambas as funções e com o mínimo de sobrecarga orçamentária, dentro de um programa inteiramente viável e sustentável.

O que me parece, na verdade, é que a atualização do FAL e do PARAFAL pela via da munição está tão visível adiante de nós como uma montanha incorporada à paisagem cotidiana, de sorte que se passa por ela todos os dias sem dar conta da sua opulenta presença.


Feedback.

O conjunto dos feedbacks que recebemos em relação a este artigo, apontando para uma possível necessidade de alterações sutis na arma a fim de que esta pudesse ser operada com calibres de pressões diferentes sem falhas na ciclagem está sintetizado no tópico
Ajustes Possíveis No FAL Para A Sua Atualização Pela Via da Munição / Uma Munição de 7.62x51mm Spl Subsônica .

Destaquem-se as colaborações do Engenheiro projetista de armas Paulo Gonçalves e do policial civil de São Paulo Jorge Aquino.


Um comentário:

paex disse...

para a utilização das munições -P talvez seja necessário trocar a mola de recuperação do ferrolho/impulsor do ferrolho do FAL, pelo menos eu suponho... já há alguma experiência neste sentido? digo porque a regulagem de gases enviados ao pistão não tem grande amplitude de regulagem, sobre o que talvez tenhamos que trabalhar tambem...